O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a exploração de petróleo na foz do Amazonas, conhecida como Margem Equatorial, pela Petrobras. A declaração ocorreu durante visita à Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, no dia 18 de maio de 2026. Lula afirmou que a ocupação da área seria feita com responsabilidade.
Ele afirmou que o Brasil precisa atuar antes que outros países ocupem a região. Segundo Lula, ninguém cuida da Amazônia como o governo brasileiro e a riqueza extraída poderia ajudar o futuro do país. O tom foi de defesa de uma atuação soberana na exploração.
O presidente ressaltou que a exploração seria conduzida com controle técnico e ambiental. Além disso, reforçou que a Petrobras deve ser fortalecida, mantendo-a como patrimônio nacional e motor da economia. O discurso enfatizou o papel da estatal na exploração responsável.
Margem Equatorial
Para o Ministério de Minas e Energia, a Margem Equatorial seria a nova fronteira de petróleo brasileira. A região fica próxima à Guiana, onde já houve descobertas expressivas. A estimativa aponta potencial de 10 bilhões de barris na Foz do Amazonas.
Estima-se que a atividade gere cerca de US$ 56 bilhões em investimentos e arrecadação por volta de US$ 200 bilhões, segundo o MME. Analistas destacam a importância econômica, mas alertam para impactos socioambientais.
Críticos destacam riscos ao bioma local, que abriga corais, esponjas e algas. A área concentra grande parte dos manguezais brasileiros, ecossistema sensível a derramamentos. Especialistas ressaltam a necessidade de estudos detalhados antes de qualquer decisão.
Entre na conversa da comunidade