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Eduardo Paes comenta possibilidade de governar o Rio, citando riscos

Eduardo Paes afirma ter Lula no palanque, mas sustenta que quem governa o Rio é o governador eleito, com linha firme contra a violência

Paes garante que Lula estará no seu palanque, mas que o presidente não vai governar o Rio de Janeiro
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Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio de Janeiro, lança-se pela terceira vez ao governo do estado. Em entrevista à BBC News Brasil, ele apresenta visão sobre segurança pública, política fluminense e alianças com eleitorado de esquerda e direita. O retorno ocorre após atuação como gestor municipal de maior permanência na cidade.

O candidato participou do Brazil Forum UK, em Oxford, no último sábado (16/5), após viagem ao Reino Unido. O objetivo foi apresentar suas propostas e analisar o cenário político em estudo, economia local e prioridades de investimento público.

Paes já foi deputado federal, prefeito do Rio por quatro mandatos e disputou o governo fluminense duas vezes. O foco atual é consolidar um arco de apoio, mantendo relações com o presidente Lula, sem admitir que o líder federal governará o estado.

Contexto político e trajetória

A candidatura ao governo marca a continuidade de uma carreira marcada por grandes obras na cidade e por críticas a gestões estaduais. Paes ressalta experiências anteriores, reconhecendo limitações do quadro político local e a necessidade de renovação institucional.

O ex-prefeito enfatiza que o governo estadual requer coordenação com diferentes forças políticas, sem abrir mão do funcionamento próprio do Executivo. Ele destaca a importância de manter espaço para alianças sem abrir mão de controles administrativos.

Alianças, segurança e políticas públicas

Sobre segurança, Paes afirma que respostas firmes serão mantidas contra criminosos que desafiarem o Estado, considerando necessária atuação firme quando houver risco à população. Em relação à política nacional, ele diz ter Lula no palanque, mas mantém a posição de que o governador é quem comanda o estado.

O posicionamento de Paes envolve equilíbrio entre apoio federal e autonomia governamental estadual. O candidato sugere que o Rio precisa de política pública estável, com foco em violência, infraestrutura e desenvolvimento econômico, sem prometer instrumentos ilegais ou improváveis.

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