Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mario Frias envia áudio a Vorcaro agradecendo apoio a filme de Bolsonaro

Áudio revela que Mario Frias agradeceu apoio de Vorcaro ao filme de Bolsonaro e aponta repasse financeiro sob investigação pela Polícia Federal

Deputado federal Mario Frias, ex-secretário especial da Cultura no governo Jair Bolsonaro
0:00
Carregando...
0:00

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) enviou um áudio a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, em 11 de dezembro de 2024, agradecendo pelo apoio ao filme Dark Horse, que versa sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A conversa foi registrada no celular de Vorcaro e confirmada por fontes ao Intercept Brasil e ao Valor.

Frias atuou como produtor-executivo do filme e, inicialmente, negou que o filme tivesse recebido recursos de Vorcaro. Na semana passada, ele recuou, dizendo que houve diferença de interpretação sobre a origem do financiamento e que Vorcaro não assinou relação jurídica com a produção.

A reportagem aponta que o áudio também mostra contato entre Frias e Vorcaro. Em registros divulgados pelo Intercept, Flávio Bolsonaro cobrava parcelas do financiamento, totalizando R$ 61 milhões de um orçamento de R$ 134 milhões. O áudio foi obtido na mesma época em que havia reunião agendada entre Flávio e Vorcaro em Brasília.

Escuta, valores e cobranças

No dia seguinte, Frias enviou a Vorcaro um print de conversa com Cyrus Nowrasteh, diretor de Dark Horse, sobre a contratação do ator Jim Caviezel, intérprete de Bolsonaro na produção. Dias depois, em 22 de dezembro de 2024, Frias retornou a agradecer o apoio, após Vorcaro dizer que telefonaria em seguida. Frias chegou a escrever que o filme seria um milagre e peça histórica para gerações.

Implicações e próximas etapas

As mensagens reforçam a atuação de Vorcaro junto ao financiamento do filme, já questionado pela PF. Flávio Bolsonaro confirmou as conversas e defendeu a legitimidade dos repasses, alegando que os recursos foram usados para custeio da produção e não para despesas pessoais do irmão Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA desde 2025. A PF avalia se há indícios para abertura de inquérito sobre o tema.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais