O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, disse nesta quarta-feira que uma pessoa contaminada não tem estatura para ocupar a cadeira de presidente da República. Ele afirmou que tal conduta não tem autoridade moral para tratar de ministros do STF e do Congresso.
Questionado sobre relação com o senador citado na vida pública, Caiado negou falar de forma indireta e explicou que cada um tem o direito de se explicar sobre acusações. Ele fez o comentário durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
O posicionamento ocorre um dia após o senador admitir ter ido à casa de um ex-banqueiro condenado, após a prisão ocorrida em novembro de 2025. Caiado citou o empresário e afirmou que o banqueiro contaminou todos os Poderes.
No evento, o presidenciável também mencionou o empresário e afirmou que o banqueiro contaminou todas as esferas do poder. Caiado ressaltou sua trajetória política, dizendo ter um passado limpo e 40 anos de vida pública pautados pela integridade.
Ele se tornou o segundo presidenciável sabatinado pela Confederação Nacional dos Municípios. O ex-candidato Flávio Bolsonaro participou na terça, com apoio de manifestantes, mas também enfrentou vaias e coro de protestos.
Nesta quarta-feira, o cronograma previa a participação do pré-candidato do Novo, Romeu Zema. Na quinta-feira, 21, está programada a participação de Renan Santos, do Movimento Brasil Livre.
Durante o discurso, Caiado disse que, em 2027, pretende participar da Marcha dos Prefeitos já como presidente da República e fará jus ao debate público. Lula foi convidado para participar, mas ainda não confirmou presença.
O candidato afirmou que, se eleito, defenderá um novo pacto federativo para descentralizar o poder de Brasília, defendendo menos centralização e mais autonomia para os municípios. Ele citou sua gestão em Goiás como exemplo de leis que ampliaram liberdades locais.
Caiado criticou indicadores econômicos sob a gestão atual, citando o crescimento de facções criminosas e questionando o programa de renegociação de dívidas conhecido como Desenrola Brasil. Ele pediu clareza sobre quem teria enrolado o povo.
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