O parlamento de Israel aprovou, em votação preliminar, uma proposta para dissolver o Knesset. Foram 110 votos a favor, 0 contra, entre 120 participantes. A medida abre caminho para eleições antecipadas, ainda sem data definida.
A proposta segue para uma comissão, onde será definida a data das eleições. Em seguida, o texto volta a três votações no plenário, com maioria de 61 votos para aprovação final. O processo pode ser rápido ou demorado.
A possibilidade de eleições decorre de um racha na coalizão. Partes ultraortodoxas acusam a atual gestão de não cumprir promessa de lei para isenção do serviço militar. Netanyahu enfrenta críticas pela gestão de segurança.
Contexto político
A dissolução está sujeita a novas leituras e à definição de calendário pela comissão. Se aprovada, as eleições ocorreriam dentro de 90 dias. A última eleição ocorreu em nov/2022; a próxima, conforme previsão, pode acontecer entre setembro e outubro.
Especialistas indicam que o tema polariza o cenário: abertura de espaço para a oposição, com potencial impacto nas leis em tramitação. A coalizão busca conter danos e manter o apoio necessário para futuras votações.
Cenário e candidaturas
Entre os prováveis candidatos, o ex-primeiro ministro Naftali Bennett e o líder oposicionista Yair Lapid aparecem como alternativas ao Likud. Outros nomes emergem, visando capitalizar o descontentamento com a atual gestão.
As tensões também envolvem a agenda de segurança, após ataques recentes e desafios na região. Pesquisas apontam vantagem inicial para o Likud, mas a formação de coalizões pode alterar o panorama.
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