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Deolane Bezerra é presa pela segunda vez, com investigações em andamento

Nova prisão de Deolane Bezerra em operação Vérnix aponta vínculos com o PCC e lavagem de dinheiro; bloqueio de R$ 327 milhões e bens sequestrados

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Deolane Bezerra, advogada e influenciadora, foi presa nesta quinta-feira em São Paulo durante a operação Vérnix, deflagrada pelo Gaeco e pela Polícia Civil. A investigação apura crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, com possível ligação à cúpula do PCC.

outro ponto da operação envolve uma engrenagem financeira milionária usada para ocultar recursos do PCC. Deolane é apontada como tendo vínculos com gestores de uma transportadora em Presidente Venceslau, que atuaria como braço financeiro da facção.

Antes de ser presa em SP, o nome da advogada já havia aparecido na Interpol. As autoridades detalham ainda que o bloqueio de bens soma 327 milhões de reais, com sequestro de itens, incluindo veículos de luxo avaliados em mais de 8 milhões.

Operação Vérnix

A ação em São Paulo envolveu a deflagração de medidas para cumprir mandados de prisão e de sequestro. As investigações apontam para participação de Deolane na estrutura financeira utilizada pela organização criminosa para reinserção de recursos na economia formal.

A investigação também aponta vínculos com uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, que atuaria como veículo de movimentação financeira da facção. Não houve detalhes sobre imputações específicas a terceiros no momento.

Operação Integration: Pernambuco

Em Pernambuco, a operação Integration visou coibir crimes de lavagem de dinheiro e a prática de jogos ilegais vinculados a casas de apostas. A mãe da influenciadora também foi detida na ocasião, mas as informações sobre o desfecho não foram detalhadas nesta nota.

Após habeas corpus em 9 de setembro, Deolane ficou em prisão preventiva até nova decisão. A soltura definitiva ocorreu no fim de setembro de 2024, conforme avaliação do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Origem das investigações

Relatórios indicam que o esquema investigado remonta a 2019, com apreensões na Penitenciária II de Presidente Venceslau de bilhetes e manuscritos que apontariam ordens da cúpula da facção e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.

As autoridades sustentam que a atuação pública e empresarial de Deolane serviriam para mascarar a origem ilícita de recursos. A defesa de Deolane não foi apresentada nesta nota, e o contato com a defesa não foi divulgado.

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