O primeiro ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que Alberta é essencial para o futuro do país, horas após o governo provincial avançar rumo a um referendo sobre independência. Separatistas da província entregaram, em 4 de maio, uma petição com a alegação de ter coletado acima do número necessário de assinaturas para acionar um referendo vinculante em outubro.
A decisão judicial da última semana cancelou o processo, considerando inválida a iniciativa de cidadãos porque os separatistas não consultaram comunidades indígenas cujos direitos poderiam ser afetados pela separação de Alberta do Canadá. O veredito ocorreu poucos dias após Smith anunciar que pretende manter o tema em debate público.
Resposta política e posição dos líderes
Danielle Smith, primeira-ministra de Alberta, disse que a decisão judicial foi “errônea” e que interfere nos direitos democráticos de centenas de milhares de Albertanos. Ela sustenta que o plebiscito é necessário para definir a vontade da população.
Carney, que passou parte da infância em Alberta, gravou um pronunciamento em vídeo divulgado de Ottawa. Ele ressaltou que o Canadá pode ficar melhor e que as ações com Alberta visam justamente isso, reiterando a importância de Alberta para o país.
Contexto e próximos passos
As pesquisas indicam que cerca de 30% dos cinco milhões de habitantes de Alberta apoiam a independência, índice recorde. Os separatistas acusam Ottawa de sufocar o setor de petróleo local e de frear investimentos, sob alegações ambientais.
Smith afirmou que pretende, em outubro, questionar os Albertanos sobre a abertura do “processo legal necessário para realizar um referendo vinculante de independência”. Ela afirmou ainda ter formulado a pergunta para não violar a decisão judicial, pois a consulta não dispara, diretamente, a separação.
Perspectivas econômicas e acordos
Smith e Carney têm trabalhado para avançar um novo gasoduto/oleoduto, medida que enfrenta resistência de governos anteriores. A proposta busca atender às demandas da indústria petrolífera, mantendo, segundo os envolvidos, a unidade do país.
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