O estado da Flórida enfrenta críticas crescentes sobre o chamado Alligator Alcatraz, centro de detenção de imigrantes. Localizado em um antigo aeródromo próximo aos Everglades, ele ficará fechado no próximo mês. A gestão envolve funcionários estaduais, militares e contratados privados.
Justo Betancourt, cubano naturalizado, passou meses detido no complexo. Sua filha, Arianne Betancourt, relata queda de peso, dificuldade de movimento e episódios de fala arrastada. Em Miami, médicos suspeitam de mini derrames após a liberação.
A detenção começou no verão passado e custava mais de 1 milhão de dólares por dia aos cofres públicos. A operação foi alvo de ações judiciais ambientais, protestos de defensores de imigração e visitas não anunciadas de parlamentares democratas.
A evacuação de Betancourt ocorreu após uma ordem de habeas corpus, mas exames médicos mostraram danos neurológicos não confirmados por ressonância. A família descreve o retorno a casa como traumático, com o paciente ainda sob cuidados médicos.
Relatos de ex-detentos apontam condições precárias: jaulas apertadas, banhos sem privacidade, fossos de água estourados e alimentação de qualidade duvidosa. Organizações de defesa citam abuso físico e violações de direitos humanos.
O governador Ron DeSantis tem afirmado que a instalação serviu a um propósito temporário e que o estado economizou em custos com saúde e educação de detentos removidos. Críticos esclarecem que dados de investigações divergem.
Especialistas políticos avaliam o impacto da detenção na opinião pública. Alguns especialistas sugerem que a estratégia de endurecimento migratório perdeu apoio conforme a crise se alonga, com o desgaste de recursos e de imagem pública.
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