O movimento que envolve empresários e oposição busca adiar ou modificar a tramitação da PEC que altera a escala 6×1 no Senado. A proposta chegará à Casa na próxima semana, deverá ser publicada e encaminhada à CCJ, com objetivo de zerar o calendário definido pelo Palácio do Planalto e evitar a promulgação prevista para setembro, antes das eleições.
A estratégia é explorar o regimento do Senado, considerado mais flexível que o da Câmara. Não há previsão de criação de uma comissão especial; a PEC passará pela CCJ e pelo plenário. A partir daí, pode haver emendas no plenário, que, se enviadas, retornam à CCJ, ampliando o tempo de debate e empurrando a votação.
Rito e prazos no Senado
A CCJ tem até 30 dias para emitir parecer após a chegada da PEC. Se esse prazo não for cumprido, o texto segue direto para o plenário. Emenda de plenário também pode levar o texto de volta à CCJ, mantendo o cronograma sob tutela de regimento.
Reações e próximos passos
O cenário envolve reuniões entre empresários, líderes de entidades e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para definir o rito. A ideia é realizar um debate técnico e evitar que motivações eleitorais influenciem a tramitação. Neste contexto, é prevista uma reunião de líderes assim que a PEC chegar ao Senado, na próxima semana.
Perspectivas sobre o calendário
Ao manter o rito em aberto, a oposição acredita que a votação pode ficar para agosto, com a necessidade de retorno à Câmara para ajuste, caso haja alterações no plenário. Enquanto isso, empresários planejam intensificar o contato com senadores para defender o atraso do relatório da Câmara.
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