O Senado quer imprimir sua marca no debate sobre o fim da escala 6×1. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ainda não sinalizou um calendário de votação. A propositura segue em tramitação, sem apenas aceitar o texto aprovado pela Câmara.
Interlocutores próximos a Alcolumbre afirmam que o objetivo é avançar com o texto, mas com alterações que permitam atribuir parte da autoria ao próprio Senado. A estratégia ganha força em meio ao cenário eleitoral, com dois terços das vagas em disputa na Casa.
Alcolumbre ainda não indicou quando avaliará a matéria. O governo tenta manter diálogo com ele, por meio do ministro José Guimarães, da Relações Institucionais. Aliados avaliam que a proposta pode ter votação antes das eleições.
Movimentação interna e pressões
A tensão interna envolve a percepção de que a aprovação teria recebimento positivo entre parte da opinião pública. Pesam também as disputas estaduais que podem impactar senadores candidatos a governos regionais.
Na terça-feira (27), Alcolumbre recebeu um grupo de empresários pedindo a postergação da análise. Segundo fontes, o presidente do Senado não se posicionou de forma definitiva, afirmando que ouvirá todos os lados antes de decidir.
Objetivos e próximos passos
A medida em debate envolve mudanças para que o Senado tenha protagonismo na proposta. Não foi apresentado prazo definido para a votação, e a Casa continua avaliando os impactos políticos e institucionais da eventual alteração na escala.
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