- Republicanos decidiu, por unanimidade, permanecer neutro na disputa pela Presidência
- Partido não terá candidato próprio nem apoiará coligações na eleição presidencial
- Decisão foi tomada durante a convenção nacional realizada nesta terça-feira (4)
- Segundo Marcos Pereira, 17 diretórios estaduais defenderam a neutralidade
- Nove diretórios preferiam uma aliança nacional com o PL
- Apenas um diretório manifestou preferência por apoiar o presidente Lula
- Sigla afirma que a neutralidade preserva a unidade partidária e a autonomia das lideranças estaduais
- Partido diz que a decisão foi resultado de um processo de consultas às executivas estaduais de todo o país
O partido Republicanos decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (4), que permanecerá neutro na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano. A decisão foi tomada durante a convenção nacional da sigla, que também definiu que não lançará candidatura própria nem integrará coligações na eleição presidencial.
Segundo nota divulgada pelo partido, a escolha pela independência foi resultado de um amplo processo de consultas às executivas estaduais e reflete o crescimento da legenda e sua presença em diferentes regiões do país.
“A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político. Ao contrário, demonstra maturidade institucional, respeito ao pacto federativo e compromisso com a unidade partidária, preservando a autonomia das lideranças estaduais dentro das diretrizes estabelecidas pelo partido”, afirmou a sigla.
De acordo com o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), a maioria dos diretórios estaduais defendeu a neutralidade. Segundo a Folha de São Paulo, 17 diretórios manifestaram preferência por não apoiar nenhum candidato à Presidência, enquanto nove defenderam uma aliança nacional com o PL. Apenas um diretório informou preferência por caminhar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Na avaliação do partido, a decisão reconhece a diversidade política existente entre os estados e busca preservar a unidade interna da legenda.
“A decisão anunciada é resultado de um processo coletivo, transparente e democrático, que respeita a diversidade de um partido de dimensão nacional sem abrir mão de sua unidade e de sua responsabilidade com o futuro do Brasil”, conclui a nota.
Com a definição, o Republicanos deixa as lideranças estaduais livres para conduzir suas estratégias locais dentro das diretrizes estabelecidas pela direção nacional, sem compromisso com uma candidatura presidencial específica.
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