Antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral, os candidatos à Presidência já disputam espaço nas plataformas de arrecadação digital. Levantamento do Portal Tela mostra que pelo menos oito pré-candidatos disponibilizam plataformas de financiamento coletivo, conhecidas como “vaquinhas virtuais”, para receber doações de apoiadores.
Antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral, os candidatos à Presidência já mobilizam apoiadores por meio da arrecadação digital. Levantamento do Portal Tela mostra que pelo menos oito pré-candidatos recorrem ao financiamento coletivo, conhecido como “vaquinha virtual”, para receber contribuições.
O maior volume arrecadado até agora é do pré-candidato Renan Santos (Missão), que soma R$ 1,22 milhão em doações, com mais de 20 mil contribuições. A iniciativa alcançou 86,48% da meta estabelecida, de R$ 1,41 milhão.
Na sequência aparece Flávio Bolsonaro (PL), com R$ 156,3 mil arrecadados por meio da plataforma Contribua, em 3.637 doações.
A pré-candidata Samara Martins (UP) ocupa a terceira posição no levantamento, com quase R$ 76 mil arrecadados e 1.308 doações. A campanha atingiu 94,81% da meta divulgada, de R$ 80 mil.
Outros presidenciáveis também buscam apoio online
Entre os demais candidatos, os valores são menores. Ainda assim, o financiamento coletivo funciona como uma ferramenta de mobilização e aproximação com militantes e apoiadores.
O candidato Edmilson Costa (PCB) arrecadou R$ 12,3 mil, com 81 doações. Já Rui Costa Pimenta (PCO) recebeu R$ 4,5 mil, em 128 contribuições.
O psiquiatra e palestrante Augusto Cury (Avante) soma R$ 4,2 mil, com 63 doações, e o candidato Hertz Dias (PSTU) arrecadou R$ 1,4 mil, com 15 contribuições.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com quase R$ 1,3 mil arrecadados, a partir de nove doações.
Os dados foram apurados pelo Portal Tela em 7 de agosto de 2026 e refletem os valores disponíveis nas plataformas de arrecadação coletiva na data da consulta.
Financiamento coletivo foi autorizado pelo TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o uso do financiamento coletivo a partir de 15 de maio de 2026. A modalidade permite que pré-candidatos iniciem a arrecadação antes do período oficial de campanha eleitoral, que começa em 16 de agosto de 2026.
No entanto, os valores arrecadados não podem ser utilizados imediatamente. Para liberar os recursos, a futura candidatura precisa cumprir requisitos como o registro oficial, a obtenção do CNPJ de campanha e a abertura de conta bancária específica. Caso a candidatura não seja formalizada, os valores devem ser devolvidos aos doadores, conforme as regras aplicáveis.
As entidades que oferecem serviços de financiamento coletivo também devem ter cadastro prévio na Justiça Eleitoral. Entre as exigências estão a identificação dos doadores, com nome e CPF, o registro do valor, da forma de pagamento e da data de cada contribuição, além da emissão de recibos e do envio das informações das doações à Justiça Eleitoral e aos candidatos.
Os recursos obtidos por meio da vaquinha só passam a integrar a movimentação financeira da campanha depois que o candidato cumpre os requisitos legais para utilizá-los. A partir daí, os gastos realizados com esse dinheiro precisam ser registrados na prestação de contas eleitoral, assim como as demais despesas da campanha.
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