O Procurador Regional Eleitoral Paulo Taubemblatt deu cinco dias para o governo de São Paulo explicar a abordagem da Polícia Militar ao motorista do candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT), ocorrida na noite do dia 11 de agosto.
O Procurador Regional Eleitoral Paulo Taubemblatt deu cinco dias para o governo de São Paulo explicar a abordagem da Polícia Militar ao motorista do candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT), ocorrida na noite do dia 11 de agosto.
Segundo Haddad, seu motorista foi seguido de forma “ostensiva e intimidadora” por uma viatura depois de deixá-lo em casa. Os agentes teriam mantido os faróis e sinais luminosos apagados durante a ação e teriam feito um cerco intimidatório em um hotel, ordenando a retirada do motorista do local sem apresentar qualquer justificativa legal.
Em nota divulgada no dia, a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo informou que qualquer desvio de conduta será apurado.
+ Haddad diz que seu motorista foi abordado de forma ostensiva pela PM de SP
De acordo com o despacho do procurador Paulo Taubemblatt, os fatos relatados indicam “possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade” para coagir ou intimidar candidato durante o processo eleitoral.
O procurador pediu esclarecimentos ao secretário de segurança pública, Osvaldo Nico Gonçalves, sobre o que aconteceu. Também requisitou que a comandante-geral da PM, Glauce Anselmo Cavalli, encaminhe informações sobre o plano operacional e policiamento da região, além da identificação da viatura e dos policiais militares envolvidos no episódio.
Ele solicitou ainda que o hotel em questão envie as imagens das câmeras de segurança da área pública. O prazo é de cinco dias.
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