Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, propõe transferir a gestão das universidades federais do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, propõe transferir a gestão das universidades federais do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A medida está prevista no plano de governo do candidato, divulgado na última quinta-feira (13), e prevê que o MEC passe a concentrar suas ações na educação básica, enquanto o MCTI ficaria responsável também pelo ensino superior.
“No ensino superior, vamos transferir a governança para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, unificando ciência e ensino superior sob o mesmo teto”, diz o documento.
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Dentro da proposta para o ensino superior, Flávio também prevê mudanças nas prioridades da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Segundo o plano, os dois órgãos deverão priorizar “o impacto produtivo, a inovação e a transferência de tecnologia”.
O objetivo, de acordo com o documento, é aproximar a pesquisa produzida nas universidades do setor produtivo, para que os estudos desenvolvidos no meio acadêmico cheguem à indústria e resultem em “produto, emprego e renda, em vez de ficar na estante”.
A ideia de transferir o ensino superior para a pasta de Ciência e Tecnologia já havia sido discutida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, logo após sua eleição, em 2018.
Na época, a equipe de transição avaliou a proposta, e Bolsonaro afirmou que a medida ajudaria a “dar um gás” ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que seria comandado pelo astronauta Marcos Pontes.
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