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TSE diz que elevado volume de dados atrasou divulgação dos resultados

Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, afirma que eleição transcorreu com normalidade, mas que tribunal vai aperfeiçoar procedimentos

Presidente do TSE, ministro Nunes Marques atribui atraso na divulgação dos resultados a congestionamento de dados (Leobark Rodrigues)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na noite deste domingo (4) que a votação do primeiro turno das Eleições 2026 aconteceu com normalidade e sem intercorrências graves. No último balanço do dia, iniciado depois das 21h30, o ministro explicou a demora na divulgação dos resultados e afirmou que a apuração e a totalização ocorreram como esperado.

No encerramento do primeiro turno, Nunes Marques agradeceu a participação dos eleitores.

“Cada voto depositado hoje representa uma manifestação legítima da vontade popular”, afirmou, acrescentando que a Justiça Eleitoral trabalhou para garantir o voto “com segurança, tranquilidade e liberdade”.

Atraso na divulgação

Segundo Nunes Marques, a área de tecnologia do TSE identificou um volume de dados superior ao habitual, que congestionou o sistema responsável pela divulgação. A Corte seguiu protocolos de segurança para verificar se a ocorrência tinha origem em algum dos demais sistemas.

Para o segundo turno, o ministro disse que o TSE pretende aperfeiçoar o procedimento adotado em casos de intercorrências. “Dentro dessa segurança, dá para fazer um pouquinho mais rápido? Então vamos aperfeiçoar nossos protocolos”, afirmou.

Segundo o TSE, 1.904 urnas foram substituídas ao longo do dia, o equivalente a 0,35% dos equipamentos. Nenhuma seção eleitoral precisou recorrer à votação manual.

Interferência estrangeira

Questionado sobre a investigação da Polícia Federal para apurar possível interferência estrangeira nas eleições, Nunes Marques voltou a afirmar que o TSE não recebeu alertas de seus setores sobre esse tipo de ocorrência durante a votação.

O ministro citou ainda relatórios de missões de observação eleitoral que, segundo ele, apontaram transparência e normalidade no processo e não identificaram fatos que indicassem interferência estrangeira.

Abstenção

Nunes Marques afirmou que a abstenção ficou em torno de 20%, índice dentro do esperado pelo tribunal, embora não seja considerado o patamar ideal.

“Não é o ideal a abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para a Justiça Eleitoral para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, afirmou.

Desinformação e crimes eleitorais

O TSE registrou 2.604 denúncias relacionadas à integridade do processo eleitoral ou à possível supressão do voto entre 1º de agosto e a véspera da votação. Em 2022, foram 18.487 no mesmo período, uma redução de aproximadamente 86%.

Dados apresentados no balanço apontaram ainda 907 crimes eleitorais no país. Boca de urna foi a ocorrência mais frequente, com 311 registros, seguida de propaganda eleitoral irregular, com 272.

Até as 19h, o e-Título havia registrado cerca de 8,6 milhões de emissões, mais de 22 milhões de consultas aos locais de votação e 4,3 milhões de justificativas.

Segundo turno

Nunes Marques afirmou que as condições climáticas estarão entre os pontos de atenção do TSE nas próximas três semanas, diante da possibilidade de agravamento da seca no Norte e de chuvas mais fortes no Sul.

O ministro disse que a Justiça Eleitoral manterá o monitoramento e a estrutura de contingência preparada para eventuais problemas climáticos. O TSE também pretende aperfeiçoar os protocolos tecnológicos utilizados durante a divulgação dos resultados.

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