Em discurso após terminar na liderança o primeiro turno da eleição presidencial neste domingo (04), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o resultado das urnas decreta “o fim da era PT” e comprometeu-se com o fim da reeleição caso eleito, afirmando que só precisará de um mandato para resolver os problemas do país.
Em um breve e tumultuado pronunciamento a jornalistas na porta do comitê de sua campanha em Brasília, o senador disse que espera que após o segundo turno de 25 de outubro o Brasil “mande um recado” que quer um governo mais moderno e com menos ministérios.
“É o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT, é a mudança no nosso país”, disse ele. “Estou muito feliz com a possibilidade real de, daqui a três semanas, o Brasil dar uma resposta de que quer um governo mais moderno, com menos ministérios”, acrescentou.
O senador afirmou precisar de apenas um mandato para cuidar dos problemas do Brasil.
“Eu sou o único candidato que assumiu um compromisso pelo fim da reeleição, porque eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, para que eu possa atacar e resolver os problemas reais do Brasil.”
O senador também disse que pretende “resgatar a democracia” e indicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que não vão “interferir em eleições”. As críticas ao STF se tornaram uma das principais pautas de Flávio e impulsionaram a forte bancada de senadores aliados eleitos neste domingo.
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Funk, churrasco e o pai
A Reuters assistiu a vídeos filmados de dentro do QG da campanha durante a apuração dos votos neste domingo em que Flávio aparece dançando funk com a esposa Fernanda e aliados, como o coordenador de campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e o candidato a vice-presidente, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), além da economista Daniella Marques, cotada para ocupar um cargo de relevo no próximo governo e conselheira da pauta econômica.
Aos aliados, Flávio agradeceu o empenho de todos e disse ter certeza que estará comemorando após o segundo turno a liberdade do país. “Eu me sinto muito preparado para ser presidente da República hoje”, disse ele, sob aplausos.
O senador afirmou que vai fazer um governo inspirado no pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso cumprindo pena após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado, mas ressaltou que será “ainda melhor do que o dele”.
“Aqui do nosso lado temos várias pessoas que fizeram parte do governo dele, e ainda há mais pessoas que podem somar a este time. O jeito que a gente está chegando é muito libertador, no peito e na raça, com um time que é o melhor time que já vi disputando uma campanha presidencial”, afirmou.
O candidato do PL afirmou que a partir de segunda-feira vai começar do zero, porque o segundo turno é uma outra eleição.
“Vou descansar minha voz para a partir de amanhã continuar a voz no máximo, pulmão no máximo, energia no máximo, esperança no máximo e certeza da vitória no máximo”, ressaltou.
Olhando para um mapa de votação sobre a votação no Nordeste, o presidenciável disse que quer uma oportunidade para mostrar para a parte em vermelho — numa referência aos eleitores de Lula — que “a gente é fundamentalmente melhor que o PT”.
“Eles estão escravizados e nós vamos libertar”, disse. “Se comparar com a eleição passada, no Nordeste a gente tirou muita diferença, foram quase 20 pontos no Nordeste… há fadiga de material do lado de lá e nosso projeto está mostrando que somos muito melhor do que eles”, acrescentou.
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