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Inquérito das Fake News: Fachin fala em “arquivamento definitivo”

Manifestação ocorre em resposta à solicitação do ministro Luiz Fux sobre processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro

Ministro Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal.
Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (Alejandro Zambrana/STF)

Nesta sexta-feira (9), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, encaminhou um ofício ao ministro Luiz Fux com a intenção de arquivar definitivamente o inquérito das Fake News, aberto em 2018 pela Corte.

Na quinta-feira (8), Fux determinou que a secretaria do tribunal envie ao seu gabinete os processos sigilosos que estão em tramitação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Conforme a decisão, a secretária judiciária deverá encaminhar todos os volumes, anexos, apensos e mídias que envolvem os inquéritos das Fake News e milícias digitais, além da investigação sobre a trama golpista.

Em ofício enviado a Fux, o presidente do STF informou que todos os procedimentos que foram abertos contra Bolsonaro, exceto o inquérito das Fake News, estão sem sigilo e podem ser consultados pelo gabinete do ministro.

Segundo Fachin, a presidência da Corte identificou 108 procedimentos investigatórios vinculados ao inquérito das Fake News.

Após verificar pendências e eventuais solicitações de diligências à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), Fachin espera determinar o arquivamento do inquérito.

Dessa forma, segundo o presidente, o acesso de Fux ao inquérito só será determinado após o fim da análise dos procedimentos.

“Pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito”, disse Fachin.

No mês passado, Fachin retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito, que foi aberto em março de 2019. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a abertura como forma de combater a veiculação de notícias que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator do caso.

(Com informações da Agência Brasil)

 

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