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Brasileiros fora do país já podem votar na eleição presidencial

Cerca de 919 mil brasileiros estão aptos a votar neste segundo turno, de acordo com dados do TSE

Pessoas votando em mesa
Brasileiros podem votar na eleição presidencial no exterior | Foto: José Cruz / Arquivo / Agência Brasil

Cerca de 919 mil brasileiros que moram fora do país poderão votar neste segundo turno das eleições de 2026, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse eleitorado está espalhado por 134 países e representa pouco mais de 0,5% do total nacional, de aproximadamente 158,7 milhões de eleitores. As informações são da Agência Brasil.

As urnas na Nova Zelândia, Austrália e países da Ásia foram abertas na noite do sábado (24), com a votação acontecendo durante a madrugada de domingo (25). Na manhã deste domingo, as urnas foram abertas em países da Europa. Os votos nos Estados Unidos, Canadá e demais países da América acontecem ao longo do dia.

Quem tem domicílio eleitoral no exterior pode votar no presidente e o vice-presidente da República.

O contingente vem aumentando a cada pleito. Em 2010, cerca de 210 mil brasileiros estavam habilitados a votar fora do país. O número passou para 354 mil em 2014, chegou a 500 mil em 2018 e se aproximou de 700 mil em 2022.

Brasília (DF), 25/09/2026 - Eleições 2026. Eleitores no exterior. Foto: Arte/Agência Brasil

Os Estados Unidos concentram a maior parcela desse público, com 265,4 mil eleitores. Na sequência aparecem Portugal, com 134,7 mil, o Japão, com 88,3 mil, o Canadá, com 46,4 mil, e a Alemanha, com 41,5 mil.

Brasília (DF), 25/09/2026 - Eleições 2026. Eleitores no exterior. Foto: Arte/Agência Brasil

O TSE vai instalar seções eleitorais em 186 cidades de outros países. A maior parte delas vai funcionar em consulados e embaixadas brasileiras, mas escolas, hotéis e outros espaços também poderão servir como locais de votação.

O eleitorado brasileiro no exterior é majoritariamente feminino. Segundo o TSE, as mulheres somam 57% dos registrados, contra 43% de homens. Já em relação ao estado civil, os solteiros formam o grupo mais numeroso, com 52%, seguidos por casados (42%), divorciados (6%) e viúvos (1%).

Há ainda 6.614 eleitores com deficiência cadastrados fora do país, o que corresponde a 0,72% do total.

Em termos de escolaridade, o maior grupo é o dos que concluíram a graduação, com 38%. Depois vêm os que têm ensino médio completo (29%) e os que não terminaram a faculdade (13%). Completam a lista os eleitores com ensino médio incompleto (10%), fundamental completo (5%), fundamental incompleto (3%) e os que apenas leem e escrevem (1%).

Brasileiros que estiverem fora do país no dia da eleição e não votarem podem justificar a ausência pelo aplicativo e-Título ou em uma das mesas receptoras instaladas no exterior.

O TSE esclareceu que não haverá mesas dedicadas só à justificativa. Quem optar pelo atendimento presencial deverá procurar uma das mesas que operam com urna eletrônica.

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