Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), no segundo turno das eleições de 2026, vencendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) com o maior número de votos da história. O petista comandará o Brasil por mais quatro anos, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). É a primeira vez que um candidato vence a segunda etapa da votação após perder a primeira.
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Com 99,92% das urnas apuradas, Lula tinha 51,77% dos votos válidos, ou 64.186.764 votos, enquanto Flávio tinha 48,23%, ou 59.796.809, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia ficado à frente, com 54.980.348 votos (47,43%), enquanto Lula recebeu 51.804.928 votos (44,69%).
Com o resultado, Lula conquista seu quarto mandato presidencial, após ter governado o país entre 2003 e 2010 e retornado ao Palácio do Planalto em 2023. Na eleição de 2022, Lula tinha obtido o recorde histórico anterior em número de votos, de 60 milhões. Desde então, o número de eleitores no país passou de 156 milhões para 158 milhões.
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Votação estendida
A votação teve momentos tensos na tarde de hoje após relatos de dificuldade de deslocamento dos eleitores em alguns estados. Houve denúncias de restrição do transporte público e reclamações de problemas climáticos atrapalhando o deslocamento dos eleitores.
Atendendo pedidos dos dois candidatos, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin determinou o adiamento do encerramento do pleito em todo o país por duas horas, até as 19h. Mas, como a decisão saiu pouco depois das 17h, acabou valendo somente para as sessões que ainda estavam abertas nesse horário.
No início da tarde, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em meio a denúncias de retenção de ônibus.
A campanha de Lula também solicitou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans — empresa municipal responsável por gerenciar o transporte por ônibus –, Victor Hugo Borges, afirmando que a ordem de colocar nas ruas 100% da frota de dia útil não foi cumprida. Esse pedido não foi atendido.
“Não vamos permitir que haja roubalheira, banditismo e prefeito bandido. Não vamos aceitar banditismo, mau caratismo de prefeito, de governador e de empresário”, disse Lula a jornalistas em frente à sua casa, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.
A campanha de Flávio também encaminhou ao TSE pedido de extensão da votação por causa de bloqueios de vias no Paraná e em Santa Catarina devido às chuvas.
“O candidato tem interesse direto na regularidade do segundo turno e na participação plena do eleitorado. O pedido, contudo, não busca vantagem para qualquer candidatura: busca assegurar que o eleitor desses Estados não seja impedido de votar por fenômeno climático, em benefício de todos os candidatos e do próprio resultado do pleito”, afirmou o pedido encaminhado ao TSE.
Quem é Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em Garanhuns (PE), em 27 de outubro de 1945, e tem 80 anos. Ainda criança, mudou-se com a família para São Paulo, onde trabalhou como metalúrgico e iniciou sua trajetória no movimento sindical.
Tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo em 1975 e ganhou projeção nacional ao liderar greves de trabalhadores durante a ditadura militar.
Em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Foi eleito deputado federal constituinte em 1986 e disputou a Presidência da República pela primeira vez em 1989.
Após três derrotas consecutivas, venceu as eleições presidenciais de 2002 e foi reeleito em 2006. Em 2022, derrotou Jair Bolsonaro (PL) e retornou à Presidência para seu terceiro mandato.
Flávio Bolsonaro
Nascido em Resende (RJ), Flávio Nantes Bolsonaro tem 45 anos e é formado em Direito. Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), iniciou sua trajetória política em 2002, quando foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
Exerceu quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), entre 2003 e 2019.
Em 2018, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, assumindo o mandato em fevereiro de 2019.
Em 2026, disputou pela primeira vez a presidência da República, após seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ter sido declarado inelegível pela Justiça Eleitoral.
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