Uso de “cogumelos mágicos” aumenta nos EUA, especialmente entre jovens e adultos
Um estudo recente revelou um aumento significativo no uso não supervisionado de psilocibina, popularmente conhecida como “cogumelos mágicos”, nos Estados Unidos. O aumento é notável em adolescentes e adultos com mais de 30 anos, com uma alta de 188% desde 2019.
A pesquisa, publicada nos *Annals of Internal Medicine*, indica que a prevalência do uso de psilocibina em 2023 subiu drasticamente em comparação com os cinco anos anteriores, período em que alguns estados começaram a flexibilizar as políticas sobre a substância.
Aumento entre estudantes e adultos
Entre estudantes do último ano do ensino médio, o uso de psilocibina cresceu 2,4% em 2023, representando um aumento de 53% em cinco anos. Em adultos, o consumo em 2023 superou as estimativas para o uso de cocaína, opioides ilícitos, metanfetamina ou LSD.
O estudo também aponta que adultos com problemas de saúde mental ou dor crônica são mais propensos a usar psilocibina. Essa tendência é preocupante devido ao aumento correspondente de chamados para centros de controle de intoxicações, principalmente entre adultos com 30 anos ou mais.
Riscos e potenciais benefícios
Especialistas alertam para os perigos do uso não supervisionado de psilocibina, que pode levar a reações adversas, como agitação, automutilação e problemas cardíacos. A substância também pode interagir com medicamentos, como antidepressivos.
Apesar dos riscos, alguns estudos clínicos indicam que a psilocibina pode ter potencial no tratamento de depressão, ansiedade, transtorno de uso de substâncias e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). No entanto, esses estudos são realizados em ambientes controlados, com acompanhamento médico e psicológico.
Necessidade de mais estudos
“É fundamental que as pessoas planejem antes de usar psilocibina, buscando um local seguro e a companhia de alguém em caso de reações adversas”, afirma o Dr. Andrew Monte, coautor do estudo e professor de medicina de emergência.
Pesquisadores ressaltam a necessidade de mais estudos para entender completamente os impactos do uso recreativo de psilocibina, incluindo a proporção de pessoas que se beneficiam e aquelas que sofrem danos.
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