Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Quiet quitting: movimento prioriza limites no trabalho e bem-estar mental dos funcionários

Quiet quitting, ou demissão silenciosa, ganha força nos EUA, com 50% da força de trabalho adotando essa prática para preservar a saúde mental.

0:00
Carregando...
0:00

O conceito de “quiet quitting”, ou “demissão silenciosa”, tem ganhado destaque, especialmente nos Estados Unidos, onde cerca de 50% da força de trabalho se identifica como quiet quitters. Essa prática visa estabelecer limites no trabalho, priorizando o bem-estar mental dos funcionários.

A filosofia do quiet quitting defende que os trabalhadores devem cumprir apenas o que foi acordado em seus contratos, evitando a pressão para realizar tarefas além do esperado. Essa abordagem se opõe à cultura de “fazer mais do que o esperado”, comum em muitas empresas. O movimento se popularizou após um vídeo viral nas redes sociais, gerando discussões sobre sua eficácia e relação com a síndrome de burnout.

Cristiane Santos, psicóloga do Núcleo de Atendimento Psicológico e Psicopedagógico da Faculdade Santa Marcelina, afirma que o quiet quitting pode ser benéfico para a saúde mental. Segundo ela, a expectativa de que os funcionários trabalhem além do que é solicitado pode levar a um ambiente de pressão, resultando em estresse e fadiga mental. Santos destaca que é fundamental que as empresas definam claramente as obrigações de ambas as partes para evitar mal-entendidos.

A relação entre o quiet quitting e a síndrome de burnout é complexa. Enquanto o quiet quitting é uma escolha consciente, a desmotivação no trabalho pode ser um sinal de problemas mais profundos. Santos explica que a desmotivação pode ocorrer quando um funcionário, que sempre superou as expectativas, se sente desvalorizado. Em contrapartida, o quiet quitting é uma decisão deliberada para estabelecer limites.

Para aqueles que consideram adotar o quiet quitting, a psicóloga sugere algumas estratégias. É importante ser claro com a liderança sobre as razões dessa escolha e cumprir as entregas acordadas. Além disso, é essencial entender a própria situação profissional e ressignificar a busca por reconhecimento constante. A prática pode ser uma solução para evitar o burnout, mas deve ser administrada com cuidado para não evoluir para o boreout, que é o tédio e a frustração no trabalho.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais