A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) anunciou novas medidas para enfrentar a contaminação por substâncias químicas per- e polifluoroalquiladas (PFAS), que afetam quase metade da água potável no país. No entanto, especialistas em saúde pública expressam preocupações sobre a falta de detalhes nas novas diretrizes. Dr. Erik Olson, do Conselho de Defesa de Recursos Naturais, afirmou que as promessas feitas são vagas e não refletem a gravidade da crise de saúde pública.
As PFAS, conhecidas como “químicos eternos” por sua persistência no meio ambiente, estão associadas a diversos problemas de saúde, como câncer e problemas reprodutivos. A EPA, sob a administração Biden, havia estabelecido prazos para que sistemas de água eliminassem essas substâncias até dois mil e vinte e nove. Contudo, a agência solicitou prazos adicionais para decidir sobre a regulamentação, o que gerou críticas.
Críticas e Desafios
A EPA enfrentou ações judiciais de associações industriais que alegam que as novas regras são onerosas. A agência, por sua vez, defendeu as normas, mas a situação se complicou com a entrada da administração Trump, que suspendeu a litigação. O último prazo para a decisão sobre as PFAS foi prorrogado para trinta de maio.
A EPA anunciou que suas ações visam fortalecer a pesquisa e a comunicação sobre PFAS, mas especialistas como Melanie Benesh, do Grupo de Trabalho Ambiental, alertam que a falta de clareza nas medidas levanta “sinais vermelhos”. A redução do orçamento da EPA em sessenta e cinco por cento e a demissão de mais de mil funcionários podem comprometer a eficácia das novas diretrizes.
Futuro das Regulamentações
As novas medidas incluem a designação de um responsável pela coordenação de ações contra PFAS e a criação de diretrizes para limitar a entrada dessas substâncias em sistemas de água. No entanto, se a EPA abandonar as ações da administração Biden, isso representaria um retrocesso significativo para a saúde pública, segundo Brian Ronholm, da Consumer Reports.
A EPA também disponibilizou um bilhão de dólares para ajudar estados a desenvolverem tratamentos e testes para PFAS. Especialistas recomendam que a população se informe sobre as ações de suas concessionárias de água e considere o uso de filtros certificados para reduzir a exposição a essas substâncias.
Entre na conversa da comunidade