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Estudo revela que volume mamário de mulheres com câncer diminui até 26,6% em cinco anos

Volume das mamas em mulheres com câncer pode diminuir até 26,6% após cirurgia conservadora e radioterapia, revela estudo recente.

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A cirurgia conservadora para câncer de mama, que remove parcialmente o tumor, continua a ser uma opção eficaz desde a década de 1980, especialmente quando combinada com radioterapia. Um estudo recente publicado na revista *Plastic and Reconstructive Surgery* revelou que o volume das mamas de mulheres submetidas a esse tratamento pode reduzir em até 26,6% ao longo de cinco anos.

Os pesquisadores analisaram 113 pacientes com câncer de mama em estágio inicial, cujos nódulos mediam menos de 2 cm. As medições do volume mamário foram realizadas antes da cirurgia, um ano depois e até cinco anos após o procedimento. Os resultados mostraram que, após um ano, as mulheres perderam 19,3% do volume mamário, com um total de 26,6% de redução ao longo de cinco anos.

Fatores de Influência

O estudo identificou que mulheres com seios maiores e tumores menores (menos de 10% do volume mamário) apresentaram uma perda de volume maior, de 29,5%, em comparação com 21,7% para aquelas com seios menores. Outros fatores que contribuíram para a redução do volume incluíram tabagismo, diabetes e a realização de quimioterapia.

A médica rádio-oncologista Juliana Karassawa Helito, do Hospital Israelita Albert Einstein, destacou que a radioterapia pode causar efeitos adversos como irritação na pele e inchaço. Ela enfatizou a importância de entender esses efeitos para planejar o tratamento, permitindo que cirurgiões plásticos e mastologistas ajustem suas abordagens antes da radioterapia.

Considerações Estéticas

Além da radioterapia, o envelhecimento e o ganho de peso também podem afetar a simetria das mamas. A mastologista Danielle Martin Matsumoto explicou que a mama irradiada tende a ficar mais firme e pode cair menos do que a mama saudável. Em casos de assimetria significativa, é possível realizar uma cirurgia corretiva para equilibrar a aparência estética.

Matsumoto também mencionou que, se a paciente já apresentar assimetria antes do tratamento, pode ser vantajoso realizar a cirurgia de simetrização durante a cirurgia oncológica, melhorando os resultados estéticos e reduzindo a necessidade de novos procedimentos no futuro.

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