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Intervenções ambientais promovem proteção de golfinhos e tubarões em novas regulamentações

Pesca de tubarões-martelo na Indonésia falha em proteger a espécie, enquanto arraias se beneficiam de nova estratégia de incentivo.

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Nos anos 1980, a pesca de atum nos Estados Unidos resultou na morte de milhares de golfinhos, levando à criação da Lei de Informação ao Consumidor para Proteção dos Golfinhos em 1999. Essa legislação exige que embarcações de pesca de atum tenham observadores a bordo para garantir práticas que não prejudiquem esses mamíferos. O rótulo “dolphin safe” (seguro para golfinhos) se tornou um símbolo de responsabilidade ambiental.

Recentemente, pesquisadores testaram uma nova abordagem na Indonésia para proteger tubarões-martelo e arraias. O estudo, realizado pela Universidade de Oxford e pela Universidade de Johns Hopkins, ofereceu pagamento por cada animal libertado das redes de pesca. A expectativa era que essa estratégia incentivasse a conservação das espécies ameaçadas.

Os resultados foram mistos. A iniciativa teve sucesso com as arraias, resultando em um aumento de 25% na sobrevivência desses animais. No entanto, a situação foi diferente para os tubarões-martelo, que enfrentaram um aumento de 44% na mortalidade. O incentivo financeiro levou pescadores a capturá-los deliberadamente para filmar a soltura e receber o pagamento, mas os tubarões não sobreviveram à captura, pois precisam se mover para respirar.

Os pesquisadores agora buscam novas estratégias. Eles planejam focar em educação e no uso de redes que não aprisionem tubarões e arraias. Essas iniciativas refletem um esforço contínuo para garantir políticas públicas que protejam a biodiversidade em tempos desafiadores para a conservação ambiental.

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