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Estradas na Amazônia causam devastação e ameaçam ecossistemas locais, alerta especialista

Estradas na Amazônia causam destruição florestal 305 vezes maior que a inicial, alerta ecólogo William F. Laurance. A preservação é urgente.

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William F. Laurance, ecólogo renomado, alertou sobre os impactos devastadores das estradas na Amazônia durante sua participação na Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciência, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Laurance destacou que a destruição florestal associada a estradas secundárias é 305 vezes maior que a da estrada inicial.

Laurance, professor da Universidade James Cook, na Austrália, enfatizou que as estradas atuam como porta de entrada para desmatamento, incêndios e degradação ambiental. Ele defendeu a necessidade de conter a expansão dessas rotas, além de criticar projetos de infraestrutura mal planejados, como usinas hidrelétricas e grandes minas.

O ecólogo explicou que, após a construção de uma estrada, surgem muitas estradas secundárias, frequentemente ilegais, que intensificam a exploração da floresta. Estudos mostram que a Amazônia brasileira é a região mais afetada, com a destruição florestal sendo alarmantemente maior em comparação a outras áreas tropicais.

Laurance também abordou as ameaças significativas às florestas tropicais, como a fragmentação de habitats e a extração de madeira. Ele alertou que, embora as mudanças climáticas sejam uma preocupação crescente, os impactos do uso da terra são atualmente mais destrutivos.

Para a preservação da Amazônia, o ecólogo sugere combater a construção de estradas e projetos de infraestrutura inadequados. Ele ressaltou que a fiscalização rigorosa é essencial, mas atualmente o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enfrenta limitações em sua atuação.

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