Estufamento, má digestão e constipação eram problemas frequentes na vida da nutricionista Gabriela Macedo Fraiz. A situação mudou com a introdução da kombucha, um chá fermentado que vem se popularizando no Brasil. Gabriela estudou a bebida na Universidade Federal de Viçosa (UFV) por quatro anos e participou de uma pesquisa de destaque mundial, coordenada pelo professor Frederico Augusto Ribeiro de Barros. O artigo resultante é o mais citado globalmente na área.
Os pesquisadores analisaram os efeitos da kombucha em voluntários com sobrepeso. Durante um dos estudos, participantes consumiram duzentos mililitros da bebida diariamente por dez semanas, apresentando resultados positivos. A professora de história Stella, uma das participantes, destacou a eficácia da bebida em sua rotina.
Fermentação e Educação
Embora os benefícios sejam notáveis, especialistas alertam que a kombucha não é uma solução milagrosa. O conhecimento gerado na UFV agora se espalha por Minas Gerais, onde o “Fermentamóvel”, uma van adaptada, oferece oficinas e palestras gratuitas sobre a produção da bebida. Em Coimbra, a apenas quinze quilômetros de Viçosa, o público aprende sobre o processo de fermentação, que utiliza uma colônia de bactérias e leveduras conhecida como Scoby.
As oficinas têm atraído muitos interessados, e ao final, houve fila para degustar a kombucha. A iniciativa visa não apenas promover a bebida, mas também educar a população sobre suas propriedades e o método de produção.
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