O Brasil conta com cerca de dois milhões de enfermeiros, a maioria mulheres, que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). Esses profissionais enfrentam problemas físicos e psicológicos devido a condições de trabalho precárias. O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) destaca que a carga horária excessiva e o ambiente de trabalho têm gerado sofrimento emocional em níveis alarmantes.
Recentemente, durante a cúpula do G-20, o Brasil propôs um compromisso para a qualificação e gestão migratória da força de trabalho em saúde. A iniciativa visa melhorar as condições de trabalho e promover a cooperação internacional na área da saúde. O COFEN busca estratégias para reduzir o sofrimento dos profissionais e oferecer apoio, além de propor políticas que melhorem as condições de trabalho.
As enfermeiras brasileiras, especialmente após a pandemia de covid-19, têm enfrentado novos desafios, incluindo a emigração para países como Alemanha, Canadá e Reino Unido. O COFEN ressalta a importância de reconhecer a relevância da força de trabalho em saúde, que é essencial para a resiliência dos países. A proposta brasileira no G-20 busca soluções colaborativas para melhorar a saúde local e global, considerando a interdependência sanitária entre as nações.
Entre as prioridades estão a prevenção, a produção local de medicamentos e o impacto das mudanças climáticas na saúde. O COFEN também defende a criação de uma carreira federal específica para enfermeiros que atuam em comunidades indígenas, que frequentemente enfrentam condições de trabalho inadequadas. A valorização das enfermeiras é crucial, pois elas desempenham um papel fundamental na assistência à saúde, especialmente em contextos de crise.
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