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Mudanças climáticas ameaçam a pororoca e o surfe na Amazônia brasileira

Pororoca, fenômeno amazônico, enfrenta risco de extinção com ondas reduzidas pela erosão e mudanças climáticas. Surfistas alertam.

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Surfistas estão preocupados com a diminuição das ondas da pororoca na Amazônia. O fenômeno, que atrai praticantes de surfe de todo o mundo, apresenta ondas que atualmente são metade do tamanho das que eram vistas anos atrás. O surfista brasileiro Sergio Laus, um dos recordistas do surfe, relatou que as ondas do Rio Araguari, que desapareceram por 11 anos, retornaram apenas em 2024.

A pororoca ocorre quando as marés do oceano se encontram com os rios, criando ondas que sobem pelo leito dos rios. Laus descreve a experiência como um “tsunami na Amazônia”. No entanto, ele observa que as ondas estão menores, comparando-as a fotos antigas e expressando sua tristeza pela mudança.

Mudanças climáticas e intervenções humanas estão impactando o fenômeno. A construção de hidrelétricas e a agricultura na região têm causado erosão e alterado o fluxo dos rios. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) confirma que a pororoca no Rio Araguari deixou de ocorrer devido a essas intervenções.

O oceanógrafo Denilson Bezerra, da Universidade Federal do Maranhão, aponta que o avanço do mar e a alteração do regime de chuvas também afetam a ocorrência da pororoca. Comunidades próximas ao Rio Mearim notaram que o mar está avançando, criando novos bancos de areia que bloqueiam a maré. Essas mudanças têm um impacto direto na intensidade e na frequência das ondas da pororoca.

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