A Frente Parlamentar Mista da Saúde Mental anunciou a criação de uma política nacional específica para a saúde mental indígena, que será lançada em 22 de fevereiro de 2025. A iniciativa visa preencher lacunas no Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente não possui diretrizes específicas para essa população.
Dados do Datasus revelam que a taxa de suicídio entre indígenas é até quatro vezes maior que a média nacional. Em estados como Amazonas e Mato Grosso do Sul, os índices entre adolescentes e jovens da etnia Guarani-Kaiowá superam 100 por 100 mil habitantes. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em áreas habitadas por Yanomami, Guarani e Ticuna aponta que o sofrimento psíquico está relacionado à desestruturação social e à falta de políticas de saúde mental.
O deputado Pedro Campos (PSB-PE), presidente da Frente Parlamentar, destacou que o aumento do sofrimento psíquico entre os povos indígenas é resultado das condições atuais. Ele afirmou que a ausência de diretrizes no SUS e a fragilidade das estruturas de atenção nas aldeias agravam a vulnerabilidade dessas comunidades. “Estamos falando de uma realidade que exige resposta urgente. Saúde mental tem que ser tratada como política de Estado,” disse Campos.
A criação dessa política é um passo importante para abordar as necessidades específicas da saúde mental indígena, que têm sido historicamente negligenciadas. A expectativa é que a nova política contribua para a melhoria das condições de vida e saúde mental dessa população.
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