A ansiedade pode levar a comportamentos alimentares impulsivos, como abrir a geladeira repetidamente ou consumir grandes quantidades de alimentos calóricos. A psicóloga Rebeca Carletto explica que esse fenômeno está ligado ao aumento do cortisol, o hormônio do estresse, que eleva o apetite, especialmente por alimentos ricos em açúcar e gordura.
Quando a ansiedade se manifesta, o cérebro associa certos alimentos a uma sensação imediata de conforto. “O consumo de alimentos calóricos libera dopamina, neurotransmissor que gera prazer, criando um ciclo difícil de quebrar”, afirma Carletto. Esse padrão pode resultar em frustração e culpa, pois o alívio é temporário.
Para distinguir a fome emocional da fome física, Carletto sugere observar os sinais do corpo. A fome verdadeira surge gradualmente e pode ser saciada com qualquer alimento. Em contraste, a fome emocional aparece de forma súbita, geralmente acompanhada de desejos específicos, como doces ou fast food, e está ligada a sentimentos como estresse ou tristeza.
Estratégias para Lidar com a Ansiedade
Carletto recomenda várias estratégias para enfrentar a ansiedade sem recorrer à comida. O primeiro passo é reconhecer os gatilhos emocionais. Práticas como respiração consciente e relaxamento corporal ajudam a reduzir a ativação física da ansiedade. Além disso, buscar atividades prazerosas, como caminhar ou ouvir música, pode ser benéfico.
O autoconhecimento, por meio da terapia, também é essencial para lidar com emoções de forma equilibrada. Por fim, manter uma rotina alimentar organizada pode prevenir episódios de compulsão causados por privação ou desorganização.
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