Campanhas fraudulentas têm explorado a imagem de crianças doentes, como a menina Isabela, para arrecadar doações indevidas nas redes sociais. A mãe de Isabela confirmou que a única campanha legítima ocorre em um perfil verificado no Instagram, enquanto um vídeo manipulado por inteligência artificial e uma ONG inexistente continuam a enganar o público.
O vídeo que circula nas redes sociais, alegando arrecadar fundos para o tratamento de Isabela, é um golpe. A publicação foi feita por um perfil de uma ONG que não existe e utiliza um vídeo alterado digitalmente. As imagens são de uma criança real que sofre de epidermólise bolhosa, uma doença rara que causa dores intensas. A mãe da menina, Antonia Rafaela, lamentou que sua filha seja alvo de fraudes e afirmou que já registrou boletim de ocorrência por casos semelhantes.
Antonia destacou que as doações para Isabela devem ser feitas apenas em um perfil oficial no Instagram, que possui selo de verificação. Ela esclareceu que não há vaquinha ativa e que a campanha atual visa a compra de suplementação alimentar. “Qualquer vídeo ou perfil fora da página é falso”, afirmou. A análise do conteúdo enganoso revelou que 83% do áudio foi alterado por ferramentas de inteligência artificial.
A ONG que publicou a campanha não está registrada no Mapa das Organizações da Sociedade Civil. Comentários em seu perfil alertam sobre a fraude. Ao clicar no link da suposta campanha, os usuários são direcionados a uma vaquinha virtual que busca arrecadar R$ 25 mil, mas apenas R$ 240 foram coletados até o momento. O autor da campanha não respondeu aos contatos feitos pela equipe de checagem.
A epidermólise bolhosa é uma doença genética rara que afeta a pele, tornando-a extremamente frágil. Estima-se que cerca de 500 mil pessoas no mundo tenham essa condição. O caso de Isabela não é isolado; outras campanhas fraudulentas têm surgido, utilizando a imagem de crianças doentes para aplicar golpes. A recomendação é que vítimas de fraudes registrem boletim de ocorrência e denunciem a situação às autoridades competentes.
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