A juíza Patrícia Antunes Laydner determinou que o governo do Rio Grande do Sul apresente, em até 48 horas, informações sobre a morte de mais de 100 aves no Zoológico de Sapucaia do Sul, onde um surto de gripe aviária foi confirmado. A decisão, proferida na Vara Regional do Meio Ambiente, exige documentos e laudos que comprovem a causa das mortes, que incluem 90 cisnes e patos.
O governo estadual se comprometeu a fornecer os dados solicitados, que incluem a relação nominal das aves mortas desde um leilão realizado em 16 de janeiro. A juíza também requisitou laudos técnicos que confirmem a infecção por gripe aviária e registros visuais das carcaças. A situação se agravou, com a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) informando que o número de aves mortas já ultrapassa 100.
Além disso, o Ministério da Agricultura deve esclarecer se tinha conhecimento das mortes e se foram realizadas inspeções no zoológico. A juíza proibiu qualquer movimentação de aves sobreviventes até que as informações sejam apresentadas, sob pena de responsabilização.
O zoológico permanece fechado desde 14 de maio e o acesso é restrito a equipes técnicas. O governo do estado está seguindo protocolos do Ministério da Agricultura para controlar a gripe aviária, com a coleta de amostras enviadas à Fiocruz no Rio de Janeiro para análise. Um trabalhador que teve contato com aves doentes foi colocado em isolamento domiciliar devido a sintomas gripais.
A Secretaria Estadual de Saúde está monitorando pessoas que tiveram contato com os animais e apresentaram sintomas. O risco de infecção por influenza aviária em humanos é considerado baixo, com a transmissão ocorrendo principalmente em casos de contato próximo com aves infectadas. O governo já vistoriou 540 propriedades em um raio de 10 km da granja onde o surto foi identificado.
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