O fenômeno dos bonecos reborn, que imitam bebês humanos, tem gerado intensos debates nas redes sociais. Recentemente, três projetos de lei foram protocolados na Câmara dos Deputados, abordando o uso desses bonecos no Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas incluem multas para quem buscar atendimento para os bonecos, acolhimento psicossocial e punições para quem utilizar os bonecos para obter vantagens.
As imagens de mulheres cuidando de bonecos reborn têm circulado amplamente nas redes sociais, gerando reações diversas. Enquanto alguns defendem a prática, muitos a consideram absurda. A psicóloga Ilana Pinsky alerta para o impacto das redes sociais, que podem naturalizar comportamentos que desafiam a realidade e as relações humanas.
Os bonecos reborn surgiram há quase trinta anos nos Estados Unidos e evoluíram com novas técnicas e materiais. Os melhores modelos podem custar entre R$ 750,00 e R$ 15 mil. Embora sejam utilizados em algumas terapias, como no tratamento de idosos e mulheres em luto, seu uso deve ser controlado e supervisionado.
Apesar da polêmica, o mercado de bonecos reborn representa apenas uma pequena parte do setor de brinquedos. Estima-se que apenas uma em cada 120 bonecas vendidas globalmente seja do tipo ultrarrealista. A mobilização legislativa em torno do tema parece desproporcional, considerando que não há registros formais de uso indevido do SUS para esses bonecos.
A discussão sobre os bonecos reborn reflete uma preocupação mais ampla sobre a dificuldade de estabelecer e manter relacionamentos reais em uma sociedade cada vez mais digital.
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