Uma capelinha em Minas Gerais abriga um símbolo significativo da solidariedade do papa Francisco. Em 2019, o pontífice enviou sua cruz peitoral para a igreja no Córrego do Feijão, local devastado pela tragédia da barragem de Brumadinho. O desastre, ocorrido em janeiro de 2019, resultou na morte de 272 pessoas e é considerado um dos piores desastres ambientais do Brasil.
Neste sábado, 24 de junho, celebra-se o décimo aniversário da encíclica “Laudato Si’”, a primeira dedicada exclusivamente a questões ambientais. A carta, escrita por Francisco, destaca a crise socioambiental e a necessidade de cuidar da “casa comum”. O papa enfatiza que a mudança climática é um problema global com implicações profundas em diversas áreas, incluindo a social e a econômica.
A encíclica é um apelo à ação, ressaltando que a Igreja deve proteger tanto a natureza quanto a humanidade. Eduardo Scorsatto, coordenador do Movimento Laudato Si’ no Brasil, afirma que a mensagem de Francisco é universal, direcionada a diversos setores da sociedade. O frei Rodrigo Péret, da Comissão Especial para Ecologia Integral e Mineração, ressalta a atenção do papa à dimensão humana das tragédias ecológicas.
Francisco também se reuniu com sobreviventes de Brumadinho, como Dari Pereira, um agricultor que vivenciou o desastre. A tragédia ilustra a vulnerabilidade dos mais pobres diante das crises ambientais. Dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, destaca que os pobres são os mais afetados pelas mudanças climáticas e que é urgente repensar nossos padrões de consumo.
A encíclica “Laudato Si’” não é apenas uma reflexão, mas um chamado à ação. A crise climática exige uma resposta imediata e efetiva, e a Igreja tem um papel crucial nesse processo. A mensagem de Francisco continua a ressoar, enfatizando a interconexão entre a proteção do meio ambiente e a justiça social.
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