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Censo 2022 revela que Brasil tem 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo

Censo 2022 revela que 2,4 milhões de brasileiros têm autismo, destacando desafios na inclusão educacional e social dessa população.

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O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 2,4 milhões de brasileiros têm diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), representando 1,2% da população. Este é o primeiro levantamento que inclui dados sobre autismo no Brasil, conforme a Lei nº 13.861 de 2019.

Os dados mostram que a condição é mais prevalente entre homens, com 1,5% da população masculina diagnosticada, em comparação a 0,9% das mulheres. A maior concentração de diagnósticos ocorre entre crianças de 5 a 9 anos, com 2,6% dessa faixa etária afetada. O aumento nos diagnósticos reflete a evolução dos métodos de identificação e maior conscientização nas escolas e famílias.

Desafios na Educação

Apesar da taxa de escolarização de 36,9% entre pessoas com autismo ser superior à média nacional de 24,3%, a inclusão educacional enfrenta desafios. A maioria dos estudantes autistas está no ensino fundamental, mas a presença diminui nas faixas etárias seguintes. Entre adultos com 25 anos ou mais, 46,1% não completaram o ensino fundamental, enquanto na população geral esse percentual é de 35,2%.

A pedagoga Sandra Gonçalves relata a experiência de sua filha, que enfrentou preconceito e exclusão na escola. Ela destaca que a falta de suporte adequado nas universidades dificulta o acesso à educação para pessoas com TEA, especialmente para aqueles com graus mais severos.

Analfabetismo e Inclusão

O Censo também apontou que 21,3% das pessoas com deficiência são analfabetas, em comparação a 5,2% entre a população sem deficiência. Os maiores índices de analfabetismo estão no Nordeste, com 38,8% no Piauí e 36,8% em Alagoas. A pesquisa revela que a inclusão educacional ainda é um desafio significativo, refletindo a necessidade de políticas públicas mais eficazes.

Os dados do Censo são fundamentais para orientar ações que promovam a inclusão e o acesso à educação de qualidade para pessoas com autismo e outras deficiências, destacando a urgência de investimentos em formação de profissionais da educação e saúde.

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