O Brasil se destacou em 2024 com vendas recordes de tadalafila, totalizando 64 milhões de unidades, um aumento de 40% em relação ao ano anterior. O medicamento, indicado para disfunção erétil, tem gerado discussões nas redes sociais, especialmente sobre seu uso por mulheres.
As buscas sobre tadalafila no Google revelam que o Brasil lidera o interesse global, com o dobro de pesquisas em relação ao segundo colocado, o Líbano. O aumento nas vendas reflete um fenômeno online, onde influenciadores promovem o uso do medicamento para melhorar a libido feminina e potencializar treinos.
Especialistas alertam sobre a desinformação e os riscos da automedicação. O urologista Eduardo Miranda, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), destaca que, embora tenha havido um aumento nos diagnósticos de disfunção erétil, as vendas não correspondem a essa demanda real.
As cinco perguntas mais frequentes sobre o uso de tadalafila por mulheres indicam um crescente interesse, mas médicos afirmam que o medicamento não é indicado para elas. A bula menciona apenas disfunção erétil, hipertensão pulmonar e problemas de próstata aumentada.
Ginecologistas como Marcelo Steiner e Mariane Nadai explicam que a tadalafila é um vasodilatador que atua nos corpos cavernosos do pênis, sem efeitos comprovados na anatomia feminina. Pesquisas sobre seu impacto na circulação do clitóris não mostraram resultados conclusivos.
Além disso, o uso do medicamento como potencializador de treinos, associado a esteroides, é uma prática arriscada. O médico do esporte Carlos Eduardo Viterbo ressalta que não há evidências de que a tadalafila melhore o desempenho atlético. O uso inadequado pode resultar em riscos à saúde, sem benefícios comprovados.
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