A Colômbia, ao completar 32 anos do Sistema Nacional Ambiental (SINA), enfrenta uma crescente crise de biodiversidade. Estima-se que cerca de um milhão de espécies em todo o mundo estejam ameaçadas de extinção devido a fatores como mudanças climáticas e degradação ambiental.
Desde a década de 1990, o país tem promovido uma política ambiental que integra diversos grupos, incluindo comunidades indígenas e organizações sociais, na gestão da biodiversidade. Essa abordagem é crucial, especialmente com a intensificação da huella humana nas regiões da Orinoquía e do Pacífico, que agora apresentam um crescimento de 2% ao ano na transformação do uso do solo.
Dados da Plataforma Intergubernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecosistêmicos (IPBES) indicam que entre 20% dos vertebrados e 30% das plantas na Colômbia estão ameaçados. As regiões Andina e Caribe concentram o maior número de espécies em risco, enquanto os ecossistemas aquáticos enfrentam desafios significativos, como a contaminação e a exploração excessiva dos recursos hídricos.
A situação é alarmante, com a pesca no rio Magdalena apresentando uma queda de 68% nas capturas nos últimos 41 anos. Enquanto espécies nativas diminuem, a introdução de espécies exóticas, como o peixe basa, aumenta.
Para enfrentar esses desafios, é essencial promover diálogos sobre biodiversidade, unindo ciência e saberes tradicionais. O diretor do Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt, Hernando García Martínez, enfatiza a importância de criar consensos que orientem ações públicas e privadas em prol da conservação. A preservação dos ecossistemas é vital para a sobrevivência humana e requer um esforço conjunto para garantir um futuro sustentável.
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