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Golpistas usam vídeos reais em campanha falsa para ajudar menino Dudu

Golpes fraudulentos exploram a condição de Dudu, criança com SPG50, enquanto a família luta para reaver doações perdidas.

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Dudu, uma criança diagnosticada com a rara doença genética SPG50, e sua família enfrentam tentativas de golpes que exploram sua condição para arrecadar doações fraudulentas. A mãe de Dudu, Débora Amaral, já alertou sobre essas fraudes, que se proliferam nas redes sociais.

Recentemente, foram descobertas postagens falsas que imitam a campanha oficial de Dudu, promovendo rifas e solicitando doações. Essas publicações enganosas utilizam imagens reais do garoto e de sua família para enganar as pessoas. As fraudes tentam se passar pela campanha legítima, reproduzindo conteúdos da página oficial.

As postagens fraudulentas anunciam rifas de produtos que nunca são entregues. Débora Amaral lamentou que, apesar de terem contratado um escritório especializado para derrubar essas páginas, novos perfis surgem diariamente. “Estamos sofrendo muito com esses golpes, porque seria um dinheiro destinado ao Dudu que não conseguimos reaver”, afirmou.

A família, residente em Patos de Minas (MG), já processou empresas que recebem pagamentos indevidos, mas não obteve resposta. As publicações falsas incluem um vídeo verdadeiro da campanha, que mostra a necessidade urgente de arrecadar R$ 18 milhões para o tratamento de Dudu, disponível apenas nos Estados Unidos.

Os pais de Dudu promovem rifas e aceitam doações via Pix e vaquinha virtual, sempre através do perfil oficial no Instagram. Celebridades, como Paula Fernandes e Ana Castela, também pedem ajuda em vídeos na campanha verdadeira. A SPG50 é uma doença degenerativa que afeta menos de cem pessoas no mundo, dificultando o desenvolvimento motor e podendo levar à paralisia completa.

Golpes semelhantes têm sido registrados, utilizando a saúde de outras crianças para arrecadar donativos fraudulentos. O delegado Carlos Afonso Gonçalves, da Divisão de Crimes Cibernéticos, recomenda que vítimas registrem boletins de ocorrência e denunciem as fraudes.

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