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Amor por gatos não é sinal de distúrbio, mas cuidado é essencial para evitar problemas

Estudos recentes desmistificam a ideia de que ter muitos gatos indica problemas mentais, destacando a importância das motivações por trás da posse.

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Recentemente, a psicologia desmentiu o estereótipo de que ter muitos gatos está associado a problemas mentais, especialmente entre mulheres. Estudos indicam que a posse de animais de estimação traz benefícios à saúde mental, como redução do estresse e aumento da empatia.

A ideia de que tutores de gatos são mais propensos a distúrbios emocionais é infundada. Um estudo de dois mil e dezenove refutou a crença de que esses indivíduos enfrentam maior risco de depressão ou ansiedade. O foco deve estar nas motivações para a posse de animais, e não na quantidade.

Síndrome de Noé

Entretanto, existem casos em que o acúmulo de gatos pode indicar problemas psicológicos, como a Síndrome de Noé. Esse transtorno leva à acumulação descontrolada de animais, muitas vezes sob a justificativa de oferecer abrigo. Pessoas afetadas por essa síndrome podem prejudicar a saúde dos animais e a própria saúde mental.

A psicóloga Rejane Sbrissa explica que indivíduos com a Síndrome de Noé costumam ter um apego excessivo aos animais, tratando-os como extensões de si mesmos. Essas pessoas frequentemente vivem em condições insalubres e negam a realidade de seu ambiente, o que pode levar ao isolamento social.

Identificando o Problema

O Colégio de Veterinários de Madri destaca que a diferença entre um amante de gatos e alguém com a Síndrome de Noé está em comportamentos específicos. Quando o número de animais ultrapassa a capacidade de cuidados adequados, é um sinal de alerta. Buscar apoio profissional é essencial para aqueles que enfrentam essa situação.

Reconhecer a linha entre amor pelos animais e transtornos psicológicos é crucial. É importante evitar julgamentos e entender que ter vários gatos não torna alguém uma “louca dos gatos”, desde que a posse seja motivada por razões saudáveis.

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