A implementação do sistema eletrônico Atestmed pelo INSS, em julho de 2023, visava agilizar o atendimento e facilitar o acesso a benefícios como o auxílio-doença. No entanto, a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP) aponta que essa mudança resultou em um aumento de 30% nos pedidos e dobrou a fila de espera, que agora conta com 2,7 milhões de pessoas aguardando.
A ANMP destaca que a substituição parcial das perícias médicas presenciais pelo Atestmed gerou um volume expressivo de solicitações, mas sem o respaldo técnico da perícia médica federal. Dados da associação indicam que a taxa de concessão de benefícios subiu de 60% para 68%, refletindo a pressão sobre o sistema. Luiz Carlos Argolo, presidente da ANMP, afirma que o Atestmed foi criado para facilitar o acesso, mas, na prática, fragilizou os mecanismos de controle em um momento crítico para o sistema.
Problemas na Infraestrutura
A ANMP ressalta a necessidade de fortalecer protocolos de auditoria e recuperar a capacidade operacional da perícia presencial. A infraestrutura digital do INSS tem enfrentado problemas significativos, com instabilidades nos sistemas da Dataprev, responsável pela tecnologia da informação da autarquia. Entre agosto de 2023 e dezembro de 2024, a plataforma passou por diversos momentos de instabilidade, complicando ainda mais a situação.
A situação atual levanta preocupações sobre a eficácia do Atestmed e a capacidade do INSS de atender a demanda crescente. A ANMP defende que é essencial promover uma maior estabilidade tecnológica na rede previdenciária para garantir um atendimento adequado aos cidadãos que dependem dos serviços do INSS.
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