Banheiros químicos utilizados na Virada Cultural em São Paulo permaneceram sujos por três dias após o evento, gerando desconforto e riscos à saúde pública. O evento ocorreu no último fim de semana e contou com um investimento de R$ 60 milhões. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) confirmou que os banheiros foram retirados apenas na noite de quarta-feira, 28 de maio, cerca de 72 horas após o término da festividade.
Durante esse período, os banheiros, localizados em pontos como o Largo do Arouche e a Praça da República, estavam em condições precárias, com forte odor e dejetos acumulados. Além disso, copos com água parada foram encontrados, criando possíveis criadouros para o mosquito da dengue. A prefeitura alegou que a demora na retirada se deu por questões logísticas, devido à dispersão das atrações em diferentes bairros.
A Virada Cultural contratou 1.780 agentes de limpeza, 200 catadores de resíduos recicláveis e 360 caminhões para a operação. No entanto, a falta de limpeza e a manutenção dos banheiros químicos geraram críticas. A Secretaria Municipal das Subprefeituras e a Secretaria Executiva de Limpeza Urbana não forneceram informações sobre as empresas contratadas ou a verba destinada a esses serviços.
A nota da prefeitura informou que o custo unitário de cada banheiro químico é de R$ 272,00 por dia, sendo cobrado apenas pelos dias de uso durante o evento. A situação dos banheiros químicos após a Virada Cultural levanta preocupações sobre a gestão de eventos públicos e a saúde da população.
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