São Paulo enfrenta ondas de calor e baixa umidade, resultando em aumento de queimadas e problemas respiratórios. A cidade, que possui mais de 50% de cobertura vegetal, apresenta uma distribuição desigual desse verde, com áreas de menor renda tendo acesso reduzido a espaços verdes.
Dados da Plataforma UrbVerde revelam que bairros nobres, como Alto de Pinheiros e Morumbi, têm cobertura vegetal média de 15%, enquanto regiões periféricas, como Brasilândia e Capão Redondo, apresentam apenas 1% a 3%. Essa desigualdade está ligada à renda, com áreas mais ricas tendo melhor acesso a parques e praças.
A Prefeitura de São Paulo anunciou a criação de novos parques, com foco na periferia. Nove parques foram inaugurados e outros seis estão em implantação, com previsão de entrega até o fim do ano. Desses, 10 estão localizados em áreas mais vulneráveis.
Marcel Fantin, professor de Arquitetura e Urbanismo da USP, destaca que as áreas verdes são essenciais para o equilíbrio climático, ajudando na regulação da temperatura e na melhoria da qualidade do ar. Ele ressalta que a ampliação de espaços verdes deve ser prioridade para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
A Prefeitura informa que, entre 2021 e julho deste ano, foram plantadas 207.178 árvores na cidade. Além disso, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente está implementando um projeto-piloto de corredor verde no Butantã, que inclui arborização e telhados verdes.
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