Organizar viagens com animais de assistência pode ser desafiador, especialmente para passageiros com necessidades especiais. O cão de serviço Teddy, que acompanhava uma criança no espectro autista, conseguiu embarcar na última sexta-feira (30) após mais de um mês preso no Brasil. Esse caso ressalta as regulamentações de transporte de animais de serviço das principais companhias aéreas brasileiras: Azul, Gol e Latam.
Animais de serviço são treinados para auxiliar pessoas com deficiência, como cães-guias para cegos e cães-ouvintes para surdos. Já os animais de suporte emocional, que não recebem treinamento especializado, oferecem apoio emocional. A Resolução nº 280 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) regulamenta o transporte desses animais, mas cada companhia tem suas próprias regras.
Regras das Companhias Aéreas
A Azul permite o transporte gratuito de animais de serviço na cabine. O passageiro deve informar sobre a assistência especial ao comprar a passagem. O cão deve ter mais de quatro meses, estar com a documentação e vacinação em dia. No dia da viagem, é necessário apresentar a carteira de identificação e não é permitido fazer check-in online.
A Gol também oferece transporte gratuito, mas o pedido deve ser feito no momento da compra ou até 48 horas antes do voo. O passageiro deve se identificar no aeroporto e apresentar a documentação do animal, incluindo a carteira de vacinação atualizada.
A Latam disponibiliza o transporte gratuito de animais de serviço, mas o cliente deve enviar um formulário com a documentação solicitada até 48 horas antes do voo. Para animais de suporte emocional, a companhia aceita apenas certas raças em rotas específicas.
Essas regras são essenciais para garantir a segurança e o bem-estar dos passageiros e seus animais durante a viagem.
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