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Japão registra menor número de nascimentos desde 1899 e enfrenta crise demográfica

Japão registra 686.061 nascimentos em 2024, o menor número desde 1899, enquanto a taxa de fertilidade cai para 1,15.

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O Japão enfrenta uma grave crise demográfica, com dados alarmantes sobre nascimentos e mortes. Em 2024, o país registrou 686.061 nascimentos, o menor número desde 1899, e uma taxa de fertilidade de 1,15, bem abaixo da taxa de reposição de 2,1. O primeiro-ministro Shigeru Ishiba classificou a situação como uma “emergência silenciosa”.

Os dados do Ministério da Saúde mostram que, além da queda no número de nascimentos, o Japão também registrou 1,6 milhão de mortes em 2024, um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior. O número de casamentos aumentou para 480.063, mas isso não é suficiente para reverter a tendência de queda na natalidade. A pesquisa da Fundação Nippon revelou que apenas 16,5% dos jovens entre 17 e 19 anos acreditam que irão se casar.

O Japão, com uma população de aproximadamente 124 milhões, pode ver esse número cair para 87 milhões até 2070, com 40% da população acima de 65 anos. Essa situação traz sérios impactos econômicos e sociais, especialmente em um contexto geopolítico desafiador, com o país buscando reforçar seu poder militar.

Ishiba apresentou um pacote de medidas para aumentar a taxa de natalidade, incluindo ampliação do auxílio infantil e licença parental com 100% da remuneração. No entanto, especialistas apontam que as políticas não abordam as dificuldades enfrentadas pelos jovens, como a instabilidade no mercado de trabalho e o alto custo de vida. A cultura corporativa também dificulta a conciliação entre maternidade e carreira, levando muitos a adiar ou desistir de formar famílias.

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