Bob Anderson, aos 23 anos, iniciou um programa de ginástica em 1968 para perder peso. Junto com sua esposa, Jean, desenvolveu um método de alongamento que se transformou no best-seller global “Alongue-se”, com mais de 3 milhões de cópias vendidas em 24 idiomas. Agora, a obra celebra 40 anos com uma nova edição, publicada no Brasil pela Summus Editorial.
A atualização do livro traz sessões de alongamento adaptadas à era digital, abordando problemas contemporâneos como o “pescoço de celular”. A prática de alongamento se torna essencial em um mundo onde o uso excessivo de smartphones e longas horas em frente ao computador aumentam a tensão nos ombros e pescoço. Anderson, que aos 80 anos mantém uma rotina ativa, recomenda que a flexibilidade deve ser uma prioridade para todos.
Alongar-se regularmente é fundamental para evitar a perda de elasticidade com o tempo, segundo Anderson. A ciência respalda essa afirmação, pois a falta de alongamento pode prejudicar a recuperação do organismo e aumentar a rigidez das articulações. O fisioterapeuta Maurício Ormachea, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, destaca que as tensões do dia a dia podem causar dores e limitar a funcionalidade.
À medida que envelhecemos, a lubrificação das articulações diminui, o que pode resultar em dores e fraquezas. Especialistas recomendam doses diárias de alongamento para melhorar a mobilidade e facilitar tarefas cotidianas. Claudio Gil Araújo, diretor da Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex), afirma que a flexibilidade está associada a um maior tempo de vida. Reservar até 20 minutos diários para alongamentos pode ser um investimento valioso na saúde.
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