O Ministério da Saúde do Camboja confirmou neste sábado a quinta morte por gripe aviária no país em 2025. A vítima, um homem de 52 anos, residia na província de Svay Rieng e faleceu após contrair a cepa H5N1. Ele teve contato com galinhas doentes dois dias antes de apresentar sintomas como febre, tosse e dificuldade para respirar.
Em janeiro, o Camboja registrou a primeira morte do ano, um homem de 28 anos que criava aves em casa. Desde então, o vírus causou mais três óbitos, incluindo um menino de 11 anos e duas crianças de dois e três anos. Todas as vítimas tiveram contato com aves doentes. O ministério destacou que, em investigações anteriores, foram identificados surtos de doenças em aves domésticas nas proximidades das residências das vítimas.
Situação Global
Além das fatalidades no Camboja, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 10 novos casos de infecção em humanos em 2025. Globalmente, desde 2023, foram identificados 973 casos de H5N1, com uma taxa de letalidade de 48,3%. Em janeiro, os Estados Unidos confirmaram a primeira morte pela doença, relacionada a um surto entre rebanhos de gado leiteiro.
Em abril, outras duas mortes foram registradas: uma criança de três anos no México e uma menina de dois anos na Índia. Ambas as vítimas apresentaram sintomas graves após contato com aves ou consumo de carne contaminada. A OMS continua a monitorar a situação, mas o risco para a população geral é considerado baixo, uma vez que as infecções em humanos ocorrem esporadicamente.
Preocupações Futuras
A cepa H5N1, identificada pela primeira vez em 1996, tem se espalhado para novas espécies de mamíferos, levantando preocupações sobre sua evolução. No Brasil, a gripe aviária foi detectada em aves silvestres e granjas comerciais, mas não há registros de transmissão entre humanos. O monitoramento contínuo é essencial para evitar surtos maiores e proteger a saúde pública.
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