Uma mulher da ilha de Guadalupe foi identificada como a única do mundo com o grupo sanguíneo “Gwada negativo”. A descoberta foi oficializada em junho, durante um congresso da Sociedade Internacional de Transfusão Sanguínea, em Milão. Pesquisadores do Instituto Francês de Sangue (EFS) agora buscam identificar outras pessoas com essa condição rara.
A paciente, que atualmente tem cerca de 60 anos, foi diagnosticada após exames de rotina em 2011, quando um anticorpo desconhecido foi detectado. Na época, as tecnologias disponíveis não permitiram avançar nas investigações. Com o uso de técnicas modernas de sequenciamento genético, a mutação responsável pelo grupo sanguíneo foi identificada anos depois.
Protocolo de Pesquisa
O EFS está desenvolvendo um protocolo para localizar indivíduos com o grupo “Gwada negativo”, especialmente entre doadores de sangue da região. O nome do grupo sanguíneo foi escolhido por ser de fácil pronúncia em diferentes idiomas e faz referência à origem da paciente. Segundo Thierry Peyrard, responsável pela qualidade e segurança dos produtos sanguíneos no EFS, a mulher é compatível apenas consigo mesma para transfusões, o que a torna um caso extremamente raro.
Os irmãos da paciente não possuem o mesmo tipo sanguíneo, pois herdaram apenas um gene. A condição é considerada recessiva, exigindo que ambos os progenitores transmitam o alelo mutado. A busca por outros portadores desse grupo sanguíneo é crucial, já que, em casos semelhantes, geralmente existem pequenos grupos de pessoas compatíveis.
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