Uma pesquisa recente revelou que a corrida regular pode aumentar os níveis de betaína em jovens, uma molécula que pode replicar alguns benefícios do exercício em camundongos idosos, melhorando a saúde muscular e a pele. O estudo, publicado em 25 de junho na revista *Cell*, destaca como a atividade física impacta o corpo em nível molecular.
Os pesquisadores analisaram 13 jovens saudáveis que, após um período de 45 dias com atividade física limitada, passaram a correr 5 quilômetros a cada um ou dois dias. As amostras de sangue e fezes coletadas antes e depois do novo regime de exercícios mostraram mudanças significativas no microbioma intestinal e nos níveis de betaina. Após 25 dias de corrida, a quantidade dessa molécula aumentou consideravelmente.
A betaina, um aminoácido modificado produzido pelos rins, desempenha um papel crucial no metabolismo. Os cientistas descobriram que a corrida estimula a produção de betaina, que se liga a uma proteína chamada TBK1, conhecida por promover o envelhecimento celular. Em experimentos com camundongos idosos, a suplementação de betaina resultou em músculos mais fortes, menos inflamação e pele mais jovem.
Christiane Wrann, neurocientista do Massachusetts General Hospital, enfatiza a necessidade de tratamentos que imitem os efeitos do exercício, especialmente para a população idosa que pode não conseguir se exercitar adequadamente. Guanghui Liu, especialista em medicina regenerativa, ressalta que a atividade física é uma forma eficaz e de baixo custo para promover a saúde e combater o envelhecimento, embora os mecanismos moleculares ainda não sejam totalmente compreendidos.
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