Padrões respiratórios podem identificar indivíduos com alta precisão
Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, descobriram que padrões respiratórios são únicos e podem identificar pessoas com mais de 90% de precisão. O estudo, publicado na revista Current Biology, analisou 100 indivíduos que usaram sensores por 24 horas. Os resultados sugerem que a respiração pode servir como uma nova forma de identificação pessoal.
Os cientistas, liderados por Noam Sobel e Timna Soroka, desenvolveram um sensor vestível que capta o fluxo de ar de cada narina. A pesquisa revelou que características como a pausa antes da inspiração e a velocidade da expiração variam entre os indivíduos, permitindo a distinção entre eles. Após quase dois anos, 40 voluntários foram reavaliados e reconhecidos com a mesma precisão.
Além da identificação, os pesquisadores observaram correlações entre padrões respiratórios e traços de saúde mental, como ansiedade e depressão. Por exemplo, indivíduos com características depressivas tendem a expirar rapidamente. Isso levanta a possibilidade de que o monitoramento da respiração possa oferecer insights sobre estados mentais e ajudar no diagnóstico de transtornos.
Os neurocientistas Diego Laplagne e Adriano Tort destacaram que, apesar de existirem métodos mais rápidos de identificação, o estudo é promissor para entender os padrões respiratórios únicos de cada pessoa. Sobel e Soroka também se questionam sobre a viabilidade de identificar padrões respiratórios saudáveis, o que poderia ter implicações significativas na medicina.
Entretanto, a pesquisa enfrenta desafios, como a dificuldade em separar os padrões respiratórios das atividades diárias e questões de privacidade relacionadas ao uso de dados identificáveis. Os pesquisadores alertam que gravações prolongadas são necessárias para garantir a precisão, mas também levantam preocupações sobre a proteção de dados pessoais.
Entre na conversa da comunidade