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Mercado de rejuvenescimento lucra bilhões com o medo do envelhecimento no Brasil

Mirian D'Araújo destaca a pressão social sobre mulheres para aparentar juventude e os riscos de procedimentos estéticos no Brasil.

Foto: Reprodução
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Durante uma palestra em Berlim, a autora Mirian D’Araújo abordou a valorização da juventude no Brasil, revelando sua própria luta contra a “velhofobia”. Ao dialogar com mulheres sobre o envelhecimento, ela destacou a pressão social para aparentar ser mais jovem, refletindo uma cultura que associa beleza e poder à juventude.

Mirian, que completou 50 anos, compartilhou que frequentemente ouvia que parecia ter 38. Essa busca por elogios a fez refletir sobre a lógica de dominação masculina, onde as mulheres são pressionadas a serem mais jovens e submissas. A pesquisadora alemã que a questionou sobre essa mentalidade provocou uma reflexão profunda sobre a autoimagem feminina.

O Brasil é um dos maiores mercados de procedimentos estéticos, com mais de 1,5 milhão de intervenções realizadas anualmente. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica estima que o setor movimenta R$ 48 bilhões por ano. Apesar do crescimento, pouco se discute sobre os riscos associados a esses procedimentos, que podem resultar em consequências graves.

A pressão para se manter jovem leva muitas mulheres a se afastarem de atividades cotidianas, como trabalhar e sair de casa. Mirian observou que, para muitas, envelhecer é sinônimo de se tornar invisível. A indústria do rejuvenescimento, alimentada por promessas de resultados milagrosos, continua a prosperar, mas a saúde e o bem-estar das mulheres precisam ser priorizados.

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